O que ver no interior do Monastère Royal de Brou
Os três túmulos, as cadeiras do coro esculpidas e o telhado de azulejos — um guia de destaque para uma visita ao seu ritmo.
O mosteiro é explorado ao seu próprio ritmo, sem itinerário fixo, por isso conhecer os destaques com antecedência ajuda a planear uma visita descontraída da hora e meia que o monumento sugere, ou mais. O local divide-se naturalmente na igreja, com os seus túmulos e cadeiras do coro, nos apartamentos e museu, e nos claustros. Este guia explica o que observar em cada área.
O que devo procurar na igreja?
A própria igreja é a peça central do mosteiro — um interior gótico flamejante com abóbadas elevadas e um intrincado biombo que separa a nave do coro, onde se encontram os três túmulos. Dedique tempo apenas à cantaria do biombo; está talhado com a mesma fineza dos túmulos a que conduz.
A luz natural através das altas janelas da igreja altera o caráter da pedra branca esculpida ao longo do dia, pelo que um passeio lento em diferentes momentos da visita revela detalhes que facilmente se perdem numa só passagem.
O que torna os três túmulos dignos de serem vistos?
Os três túmulos — de Filiberto II, Margarida da Áustria e Margarida de Bourbon — estão entre as melhores esculturas funerárias renascentistas de França. Conrad Meit esculpiu as efígies jacentes; a arquitetura tumular e as pequenas estátuas vieram de uma oficina flamenga, provavelmente a de Jan Borman. Observe atentamente o contraste entre as duas efígies de Margarida da Áustria: a estadista em mármore de Carrara acima, e abaixo dela um transi, o corpo na mortalha com os cabelos soltos.
As sibilas esculpidas sob o túmulo de Filiberto II e as figuras de luto embutidas no enfeu de Margarida de Bourbon são pequenos detalhes que valem a pena procurar, cada um acrescentando uma camada de simbolismo ao monumento.
O que distingue as cadeiras do coro?
As 74 cadeiras de carvalho do coro, concluídas em 1532, são esculpidas com uma densidade quase avassaladora de figuras, folhagens e grotescos em dois níveis de cada lado do coro. Não há duas cadeiras iguais, e a talha recompensa uma observação atenta e demorada.
Combine a visita às cadeiras com os túmulos que elas rodeiam — juntos, formam o núcleo artístico de todo o mosteiro.
O que há para além da igreja?
Os próprios aposentos de Margarida da Áustria, o museu de belas-artes nos antigos edifícios monásticos e três claustros completam a visita. As coleções do museu, que vão do século XII até à atualidade, fornecem um contexto útil para os túmulos e cadeiras que acabou de ver, enquanto os claustros oferecem um contraste mais calmo e tranquilo com a densidade de detalhes da igreja.
O telhado da igreja, revestido com mais de 150.000 telhas vidradas em losangos de castanho, verde, ocre e amarelo pálido ao estilo borgonhês, também merece uma vista de fora antes ou depois da sua visita — um dos elementos mais fotografados do mosteiro.
Perguntas frequentes
Qual é o principal destaque do Monastère royal de Brou?
Os três túmulos — com as suas efígies esculpidas por Conrad Meit, a arquitetura circundante e as estátuas por uma oficina flamenga — e as 74 cadeiras de coro em carvalho densamente esculpidas à sua volta no coro da igreja, constituem o centro artístico do mosteiro.
O que tem de especial o telhado da igreja?
Mais de 150.000 telhas vidradas são dispostas em losangos de castanho, verde, ocre e amarelo pálido ao estilo borgonhês, conferindo ao exterior um padrão colorido distinto que é uma das características mais reconhecíveis do mosteiro.
Vale a pena visitar o museu juntamente com a igreja?
Sim — é o museu municipal de belas-artes de Bourg-en-Bresse, instalado nos antigos edifícios monásticos em 1922, com coleções que vão do século XII até à atualidade, desde escultura medieval a Utrillo, Soulages e Joan Mitchell. Está incluído no mesmo bilhete que a igreja e os claustros.